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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Grécia e a Segunda Guerra Mundial


Ainda vestígios de um dos momentos mais infames da História Mundial, a Segunda Guerra, sobre um local em que se desenvolveu uma rica cultura e civilização: a Grécia. O que uma coisa tem a ver com a outra?
Military officers unload sacks of sand next to a hole in the ground (R), where a 250 kg World War Two bomb was found during excavation works at a gas station, before an operation to defuse it that will take place on Sunday, in Thessaloniki, Greece February 10, 2017. REUTERS/Alexandros Avramidis ORG XMIT: AKO101Neste domingo último, dia 12 de fevereiro, o exército grego concluiu uma operação de vários dias para neutralizar uma bomba remanescente da 2ª Guerra Mundial, na cidade de Tessalônica. Olha a situação: a bomba, com 250 quilos de explosivos, foi descoberta perto de um posto de gasolina, na periferia da cidade. Em torno de 70.000 moradores foram evacuados da cidade durante a operação (inclusive residentes de um campo de refugiados), e já voltaram para casa.



Olha que 'boniteza' de lugar!

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Rituais de Corte

O regime absolutista produziu grandes aberrações ao redor do continente europeu ao longo da chamada Idade Moderna. Aliás, não poderia ser diferente, com tamanha concentração de poderes por uma só pessoa.
Nenhum país, porém, se compara à França no que diz respeito à celebração de rituais e tradições descabidas e inúteis. A Corte de Luís XIV foi pródiga no quesito de ritualização e espetacularização da vida do Rei e da Rainha...
Abaixo um excelente trecho do filme Maria Antonieta, de Sofia Coppola, que mostra um pouco disso.



Vale assistir o filme inteiro!!!!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Um bom dia para fugir


26 de fevereiro de 2016. Calor desumano em Porto Alegre. Frio na Europa, como sempre nesta época do ano, praticamente metade do inverno. Há 201 anos atrás, porém, o tempo parecia perfeito para uma fuga.
No dia 26 de fevereiro de 1815 Napoleão fugia da pequena ilha de Elba, próxima da costa italiana. Preso na ilha há aproximadamente nove meses, Napoleão ouve rumores de que seria em seguida confinado em uma ilha remota no meio do Atlântico. Consegue então escapar da ilha nesta data, e acaba aportando em Golfe-Juan, na França, dia 28. Ao chegar ao novo governo a notícia de que o Imperador estava voltando, o Rei Luís XVIII foge, facilitando a ascensão do Napo ao trono novamente. 

Se a reconquista do poder foi fácil, sua manutenção, porém, não o seria. A nova fase de Napoleão no poder duraria apenas até junho, quando ocorre a derrota de Napoleão em Waterloo, na Bélgica. Esta fase final de seu governo é conhecida como Governo dos cem Dias. Após a derrota em Waterlooo, Napoleão é enviado diretamente para a retirada ilha de Santa Helena, de onde não mais sairia com vida. Morre seis anos depois, em 1821.
(não sabe onde fica Santa Helena? clica AQUI).

domingo, 14 de fevereiro de 2016

A questão dos refugiados - II



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Então... O tempo passou, vieram os compromissos de fim de ano e as férias (bastante corridas, desta vez...) e a segunda parte do post sobre a questão dos refugiados acabou caducando. Aliás, em parte, pois, neste tempo todo, o assunto infelizmente permaneceu atual, pois o mercado de refugiados continua funcionando a mil, gerando lucros na mesma proporção e fazendo vítimas idem. As causas também continuam as mesmas, infelizmente. E, o que é pior, mesmo com bastante otimismo, não dá para vislumbrar perspectiva de melhora na situação, nem a curto nem a médio prazo. A questão é complicada, por envolver religião, fanatismo, dinheiro, poder, etc.
Embora o post de continuação tenha se perdido no tempo, certamente voltaremos a este assunto, algumas vezes ainda...

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A questão dos refugiados - I


              O assunto domina os noticiários. Com razão; deve ser abordado, pois é urgente e envolve (ausência de) direitos humanos. As recentes tragédias envolvendo refugiados/ imigrantes na Europa tem causas diversas e consequências preocupantes.

            Entre as razões estão fome e condições precárias de sobrevivência, em alguns casos; no mais, as fugas são de conflitos internos, perseguições e guerras civis. Aí vem o cerne do problema: sabendo-se que parte significativa destes refugiados provém de países como Síria, Afeganistão, Iraque e Líbia, é impossível não lembrar que todos eles apresentam graves crises políticas decorrentes do vácuo de poder deixado pela derrubada ou, no caso da Síria, enfraquecimento político de seus líderes. Aí vem o paradoxo: estes eram ditadores que mantiveram com mão de ferro o controle sobre seus países. Com seu enfraquecimento ou derrubada, o Estado Islâmico tem encontrado amplo espaço para se expandir.
            A ironia é que a população, amedrontada, tem fugido para países europeus pela proximidade, sem dúvida, mas tais países foram exatamente aqueles que contribuíram para a derrubada de tais ditadores, através da OTAN e da liderança dos EUA. Tudo no melhor estilo "vocês criaram o problema, agora se virem."
            De tudo, várias são as questões a ser levantadas: tais países, de onde saem os refugiados, eram melhores enquanto ditaduras? Será possível ainda sonhar com democracia neles? E que estas fugas cessem? Com o avanço do EI e, principalmente, com o lucro gerado pelo 'comércio da fuga', estimado em torno de US$ 7 bilhões anuais, é difícil imaginar... Finalmente, será possível conjecturar o ponto que atingirá a xenofobia na Europa? Questões de difícil resposta, mas urgentes.

Em tempo: apostaria em algo ligado a esta questão como tema da redação do ENEM deste ano; não custa ficar ligado!

terça-feira, 29 de julho de 2014

Guerras Mundiais

Dica em cima da hora, mas vale. O History Channel deu início ontem, segunda-feira, a uma série sobre as guerras mundiais. Deixei para comentar somente após assistir, pois o canal anda deixando bastante a desejar. Vi ontem os dois primeiros episódios, das 22:00 às 00:00 e o material é realmente bom, fruto de uma ótima ideia. Foram pegos os principais personagens da Segunda Guerra Mundial e começou-se a contar sua história desde a primeira: Mussolini, Hitler, Stalin, Roosevelt, Churchill, Patton e MacArthur. Riqueza de informações e primor nas reconstituições, além de depoimentos de gente como Colin Powel. Vale MUITO a pena assistir e ficar de olho nas reprises, quem perdeu os episódios de ontem. Hoje (terça-feira) tem a continuação da série, no mesmo horário, e termina amanhã.



E, por falar em guerra, na quinta-feira estreia outra série que promete ser bastante interessante, sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, contada pelo Paralama do Sucesso João Barone, aficcionado há décadas pelo tema. 

Enfim, se é para ver TV, que seja com coisa que preste (o que é cada vez mais raro...).

sábado, 28 de junho de 2014

100 anos esta manhã


Neste sábado Sarajevo lembrou do centenário do atentado que vitimou o arquiduque Franz Ferdinand e sua esposa Sophie, com um concerto da Filarmônica de Viena. O assassinato, para quem não lembra, foi a fagulha que detonou o barril de pólvora europeu, dando início à Grande Guerra (hoje chamada, por razões óbvias, de Primeira Guerra Mundial). Os tiros desferidos pelo estudante servio-bósnio Gavrillo Princip marcaram o desenrolar dos acontecimentos que levaram ao início formal do conflito. Claro, não foram a causa, mas, como foi dito, as fagulhas. O continente europeu já estava dividido pela disputa imperialista e pela formação das alianças militares. As sucessivas declarações de guerra que se seguiram ao atentado envolveram dezenas de países e mais de 70 MILHÕES de soldados, ao longo dos quatro anos em que se arrastou o conflito. Entre os resultados, em torno de 10 milhões de mortos (entre eles muitos civis) e mais de 20 milhões de feridos. Some-se a isso as cifras de 6 milhões de prisioneiros, 6 milhões de órfãos e 10 milhões de refugiados. Para que se entenda a dimensão tais dados, é importante lembrar que a população da época girava em torno de 1,5 bilhão de pessoas, em torno de 20% da atual... Claro, isso tudo para lembrar apenas as consequências humanas...


É significativo que o Tratado de Versalhes, tratado de paz, tenha sido assinado nesta mesma data, cinco anos depois, em 1919!


Veja AQUI um interessante material sobre o conflito!

domingo, 12 de maio de 2013

Revolução Industrial inglesa

Material sobre a primeira revolução industrial, no século XVIII na Inglaterra. Características básicas, tudo simples, por tópicos. Bom para dar uma olhada antes de provas!
Querendo baixar, tem que assistir pelo SlideShare (só clicar no ícone no canto inferior).

terça-feira, 7 de maio de 2013

Cortina de ferro

"From Stettin in the Baltic to Trieste in the Adriatic an IRON COURTIN (grifo meu) has descended across the Continent. Behind that line lie all the capitals of the ancient states of Central and Eastern Europe. Warsaw, Berlin, Prague, Vienna, Budapest, Belgrade, Bucharest and Sofia; all these famous cities and the populations around them lie in what I must call the Soviet sphere, and all are subject, in one form or another, not only to Soviet influence but to a very high and in some cases increasing measure of control from Moscow." (Winston Churchill, em pronunciamento no Westimnster College, em Missouri, em 05 de março de 1946)

Claro que todos entenderam, mas nunca é demais lembrar, pois com este discruso, Churchill
começava a botar fogo na Guerra Fria. Dizia ele que uma cortina de ferro descera sobre a Europa com o fim da Segunda Guerra Mundial. Sua ideia era enfatizar a influência soviética sobre o leste europeu - o que, claro, seria perigoso aos interesses capitalistas no novo cenário do pós-guerra.
Analisando-se o mapa da época ficava claro perceber tal divisão: a leste da 'cortina de ferro' então alardeada pelo Primeiro-Ministro inglês estavam os países socialistas ou sob influência soviética (ou seja, uma área bem considerável na nova geopolítica mundial). A oeste, os países do bloco capitalista como a Inglaterra de Churchill.

A expressão 'cortina de ferro' já havia sido utilizada por ele antes, em maio de 1945 (antes, portanto do final da Segunda Guerra). Em 1946, com o afastamento entre EUA e URSS, a expressão passa a adquirir outro significado, outro grau de importância, dando a dimensão de tal distanciamento e de sua abrangência. Era a Guerra Fria que iniciava...

terça-feira, 30 de abril de 2013

Fim de um capítulo da infâmia

Hitler e Eva no dia do casamento

O dia de hoje marca o fim de um dolorido capítulo na História mundial. Em 30 de abril de 1945 Hitler,  recém casado com Eva Braun, suicidava-se, assim como ela. Escondidos em um bunker em Berlim, sentindo o cheiro das tropas soviéticas, os dois consumaram sua união de anos no dia 29 e, encurralados, suicidaram-se no dia 30, ele com um tiro na cabeça e ela com uma cápsula de cianureto. Chegava ao fim um capítulo terrível na história do século XX. O Terceiro Reich, que Hitler alardeava que duraria mil anos, durou doze. Mas para muitos (judeus, negros, opositores, ...) foi mesmo uma eternidade...

O suicídio pode ser considerado uma antecipação do que lhe aconteceria em seguida, mas também o desejo de evitar a vergonha de uma prisão, de um julgamento por não-arianos (e, portanto, inferiores, dentro de seu arcabouço ideológico), do desmoronamento de seu império de mil anos e de toda suas ideias.

Uma semana mais tarde, a Alemanha se renderia e a Segunda Guerra estaria praticamente acabada, faltando  apenas a rendição japonesa, forçada pela atrocidade das bombas atômicas norteamericanas sobre Hiroshima e Nagasaki.




Sobre este assunto (momentos finais de Hitler), o melhor filme ainda é A queda - as últimas horas de Hitler. Aproveita que amanhã é feriado e pega para assistir! (tem AQUI também!!!)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Bom programa!

Para quem gosta de Idade Méida, fica aqui a dica de um bom programa: Combate Medieval, no History Channel. Começou na quinta-feira passada, e é realmente bom.
Trata-se de uma competição de Justa, entre 16 competidores, divididos em duas equipes de oito cada. A cada semana um duelo entre um membro da equipe vermelha e um da preta. O vencedor ao final levará um prêmio de 100 mil dólares, ainda por cima!
O primeiro episódio foi bem interessante, por mostrar todas as regras, padrões e funcionamento do programa, e já os primeiros treinos e duelo para valer.
AQUI mais informações, horários e o vídeo para quem não assistiu.

sábado, 7 de julho de 2012

Ainda a 2² Guerra Mundial


Nesta semana que passou, no dia 5, a Dinamarca concluiu a limpeza definitiva do último campo minado remanescente da Segunda Guerra Mundial em seu território. A mina se localizava na Península de Skallingen, no litoral oeste do país. Assim, a Dinamarca torna-se o vigésimo país a se firmar na Convenção de Ottawa, cumprindo as determinações de desarmamento das minas. Segundo o Portal R7, somente na Dinamarca teriam sido instaladas 1,4 milhão de minas durante a Segunda Guerra! Metade delas teria sido retirada entre 1945 e 1947, e a limpeza das restantes terminou somente agora...

sábado, 14 de abril de 2012

100 anos esta noite


Dia 14 de abril, como hoje, mas há cem anos atrás. Neste dia, às 23:40 o absurdamente colossal (ainda mais para a época) Titanic batia em um iceberg e começava a contrariar sua alcunha de "o inafundável". Fruto perfeito de sua época: prosperidade, riqueza, poder, glória e decadência.

Como assim? Vejamos o contexto de sua época.

No início do século XX, época da construção do navio, vivia-se um período de grande euforia e contentamento, causados pela confiança inabalável no progresso humano. Basta vermos algumas das invenções da época: automóveis, aviões, telefone, iluminação elétrica, cinema, elevadores elétricos, estetoscópio, penicilina, anestesia, aspirina, vaso sanitário com descarga, papel higiênico, creme dental, geladeira, fogão a gás, sorvete, cerveja engarrafada, etc, entre tantas e tantas outras invenções. Coisas sem dúvidas banais neste início de século XXI, mas o supra-sumo da modernidade há cem anos atrás. Estão explicadas a prosperidade e a glória.

Quanto à riqueza e ao poder, é bom lembrarmos que eram tempos de corrida imperialista, com as várias potências europeias disputando entre si principalmente o continente africano, como meio de acesso fácil e barato às matérias-primas necessárias a tamanho desenvolvimento indutrial e a mercados consumidores para sua produção em massa. Riqueza e poder, portanto, dos países europeus industrializados, bem entendido, e não da África. Ah, e também dos EUA e do Japão!

Isto já nos conduz à citada decadência: tal disputa entre potências industrializadas está sem dúvida por trás da gênese da Primeira Guerra Mundial, junto com os nacionalismos que se acirravam na Europa.

O Titanic, portanto, se enquadra perfeitamente em sua época, com todas as suas características e peculiaridades.

Como vem se falando muito nele por estes dias (mais ainda neste sábado e domingo), indico aqui alguns materiais interessantes, com dados do megatransatlântico:

Discovery (materiais riquíssimos, vale muito a pena explorar cada link)

Titanic Site (dados técnicos)

sábado, 24 de março de 2012

Interesses em jogo na Primeira Guerra Mundial

Quase 10 milhões de mortos, e o triplo disso em feridos. Pela primeira vez tantos países se enfrentavam, e com motivações bem diferentes. Era a Grande Guerra - o mundo ainda não sabia que outra, ainda pior e mais devastadora viria em seguida. Quatro anos de sofrimentos, devastações e destruição. O horror batendo às portas de Europa.

No ppt a seguir, veja os principais antecedentes e as principais motivações de alguns dos países participantes do conflito. Querendo ampliar mais os conhecimentos a respeito, clique no marcador "Primeira Guerra Mundial" na coluna à direita, para ler outras postagens sobre o assunto.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Cifras sobre a Peste Negra


Sabe-se que a famosa Peste Negra (Peste Bobônica) foi a epidemia mais avassaladora que já se abateu sobre um continente até hoje (no caso, a Europa), em termos proporcionais (porcentagem sobre o total da população). As cifras, porém, variam de acordo com as fontes em que pesquisarmos, sempre entre 30 e 40% de toda a população do continente europeu!!!
É sempre bom, nestes casos, darmos uma olhada em relatos de época, de pessoas que viveram o tempo ou o acontecimento que pretendemos conhecer. Eis, então, alguns números a respeito:
  • Em Avignon, no sul da França, morriam, segundo dados da época, 400 pessoas por dia, vítimas da doença. Apenas um dos cemitérios da cidade teria recebido 11.000 corpos em seis semanas. Depois que os cemitérios ficaram lotados, passou-se a jogar corpos no Rio Ródano. E não estamos falando de uma cidade grande como as de hoje, com milhões de habitantes...
  • Em Paris a peste foi mais forte em 1349, e o número de vítimas chegava a 800 por dia, atingondo,no total, 500.000 pessoas, ou seja, METADE da populaçãoda cidade.
  • Florença teria perdido, na mesma época, 80% de sua população, e Veneza, 60%.
  • Em locais fechados, a contaminação de uma pessoa poderia se estender a todos os outros do ambiente. Foi o que aconteceu em inúmeras prisões e mosteiros. Dos 140 dominicanos de Montpellier, por exemplo, apenas 7 sobreviveram.
Era, enfim, difícil escapar ou fugir de um inimigo que não se conhecia, pois não se imaginava o que realmente fosse o transmissor da doença.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A conspiração da pólvora

Falando em terrorismo, convém lembrar de uma das mais antigas tentativas de um ato que até poderia ser classificado como 'terrorista': a Conspiração da Pólvora, em 1605, na Inglaterra.

Tratava-se na verdade, de uma resposta à perseguição aos católicos efetuada sob o governo do rei inglês Jaime I, protestante. Desde Henrique VIII o protestantismo anglicano se consolidava e tornava-se mais opressor no país, o que não significa que a população o apoiasse e se convertesse com fé e convicção. O resultado é que foi-se organizando o movimento que pretendia dar um basta à perseguição, programado para o dia 5 de novembro de 1605.
O ato consistiria em detonar 36 barris de pólvora no parlamento, durante uma sessão em que estariam presentes as maiores autoridades políticas do país, como os próprios parlamentares e o Rei. O responsável pelos barris e pela explosão era Guy Fawkes, convertido ao catolicismo já na adolescência e seu fervoroso defensor (adotou também o nome espanhol de Guido, por admiração ao fervor católico do país ibérico). Fawkes era soldado e especialista em explosivos. Nome certo para o posto certo, garantia de sucesso no plano.

Porém, como aconteceram algumas outras vezes na História, um plano bem estruturado acabou sendo frustrado por ter sido descoberto com antecedência. Na esperança de poupar a vida de católicos que pudessem estar pelos arredores, foram feitos alguns avisos, que acabaram chegando aos ouvidos de secretários do rei. Jaime ordenou então a inspeção do prédio, e os barris (e Fawkes) foram encontrados. Estava desbaratado o movimento...
Fawkes, como outros participantes e líderes do movimento, foi preso, interrogado, torturado e morto na forca, em 31 de janeiro de 1606, em um processo rápido e sumário.
Como, porém, tradição é coisa séria na Inglaterra, até hoje se revista o subterrâneo do prédio do Parlamento antes do comparecimento do Rei ou da Rainha ao mesmo!

Uma dica absolutamente imperdível a respeito do tema é o filme V de Vingança, cuja máscara é inspirada, como se pode ver, no próprio Fawkes.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O Cerco de Lisboa

O post de hoje é uma ajuda mais específica ao 3° ano, mas é válido para o 1° e 2° também.
Trata-se de uma contextualização do cerco de Lisboa, em 1147. O material foi feito a pedido da Professora Rosângela, e a ideia é que ele ajude a compreender o enredo do livro de José Saramago (História do cerco de Lisboa), leitura obrigatória do vestibular 2012 da UFRGS.
Feliz união (como quase sempre ocorre) entre a Literatura e a História, pois a primeira, como ocorre com as artes em geral, é sempre um reflexo de seu tempo!
Enfim, bom proveito (e boa leitura!)!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Iluminismo

Pessoal, o ppt abaixo é sobre o Iluminismo, seus principais aspectos, características e pressupostos, bem como alguns dos muitos filósofos do movimento, com suas ideias básicas.
É importante lembrar que, mais do que apenas influenciar a França ou a Revolução Francesa, o movimento influenciou drasticamente a Europa como um todo e também a América, no contexto das lutas pela independência. Ou seja, é um assunto bastante abrangente e que se preta à análise de vários outros.





E, finalmente, como alguns já me disseram que fazem, podem continuar indicando a amigos de outras escolas, desde que seguindo a regrinha básica de trabalhos, de sempre citar a fonte! Conhecimento não existe para ficar guardado, mas a apropriação requer alguns cuidados, right?

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Xadrez...

O post de hoje está um pouco maior do que de costume, mas:
1. o assunto exige
2. você está de férias, então nada de desculpas!!!!

Bom, lá em março comentava por aqui o que chamei de "persistência da idiotice" (leia aqui), o grande - absurdo - número de grupos e agremiações de cunho nazi-fascista que ainda existem hoje na Europa. Naquela postagem citei alguns países, mais significativos, deixando a Noruega de fora (vou eu imaginar...). Há no país pelo menos quatro grupos/ forças políticas de extremíssima direita, com discurso e prática nazi-fascista. A questão, como se vê, não é tão simples assim. Há muito o que explorar/ ponderar a respeito. Não pretendo esgotar o assunto, mas vamos pensar um pouco sobre algumas questões.
  • o 'matador' norueguês, Anders Behring Breivik tem consciência do que fez, mas diz ter sido 'necessário'. Os europeus usavam o mesmo argumento da "missão civilizadora" para dominar, normalmente de forma violenta, a África nos tempos do Imperialismo ou Neocolonialismo (final do século XIX/ primeira metade do XX) - sabemos no que deu. Mais, tal pretexto se ouviu também no Tribunal de Nuremberg, que julgou várias lideranças nazistas. Portanto, tal argumento invocado pelo matador não é de maneira alguma inocente/ inédito/ bobo
  • há que se ter cuidado também com as ideias dele, pois muita gente defende/ comunga os mesmo ideais, basta ver o número de agremiações de tal perfil que ainda pairam pelo mundo. Mesmo muitos dos que se dizem escandalizados pelos acontecimentos da Noruega no fundo também são tão (ou mais) xenófobos, racistas e preconceituosos quanto o Breivik
  • a crise econômica se abate sobre várias e extensas áreas da Europa, há alguns anos já. Em vários países do Velho Mundo assolados pela crise econômica reapareceram e ganharam força os discursos que associam a crise, o desemprego, a violência, etc., a estrangeiros/ imigrantes, etc. Questão complicada e delicada, que não vem recebendo a devida atenção por parte dos governos e dos envolvidos
  • indiretamente, o assassino colocou o governo do país em um difícil e imbricado jogo de xadrez. O governo já anunciou que a questão será resolvida de maneira democrática,e aí vem um problema de difícil (ou impossível) resolução. Os regimes fascistas rejeitam a democracia, considerada por eles como um regime fraco, ineficiente - por isso tais regimes são totalitários. Tal questão, extrema, sendo tratada de maneira rigorosamente democrática certamente não gerará a punição que o assassino merece (a lei do país permite apenas 21 anos de detenção, a menos que o crime seja enquadrado como 'crimes contra a humanidade', que possibilita 30 anos, o que não é nada perante as dezenas de assassinatos), dando o argumento para os demais defensores/ grupos que comungam tal ideologia. Por outro lado, tratar a questão com 'mão de ferro' para garantir o desfecho ideal para o assassino, serviondo de exemplo para os demais partidários, aproximaria o governo de um totalitarismo, defendido pelos grupos... Tipo da questão sem resolução. Ou, como já diria a minha avó (que não conheci), se correr o bicho pega, se ficar o bicho come...
Enfim, o estrago causado pelo rapaz certamente não terminou na sexta-feira.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Passeio de férias!

Já pensou voltar às aulas no dia 01 de agosto dizendo que conheceu o Museu do Louvre (Paris)?



Pois clica na foto acima que terás acesso a muitas das grandes obras de arte da humanidade. Sabemos do potencial humano para a guerra, a injustiça, a violência, o preconceito, as arbitrariedades e tantas outras coisas deploráveis, vejamos um pouco do outro lado também, ou seja, do que o homem é capaz de fazer admirável!
O idioma do site é, como não poderia deixar de ser, o francês, mas pode-se, no canto superior direito, trocar para o inglês. Viaje à vontade!