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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Grécia e a Segunda Guerra Mundial


Ainda vestígios de um dos momentos mais infames da História Mundial, a Segunda Guerra, sobre um local em que se desenvolveu uma rica cultura e civilização: a Grécia. O que uma coisa tem a ver com a outra?
Military officers unload sacks of sand next to a hole in the ground (R), where a 250 kg World War Two bomb was found during excavation works at a gas station, before an operation to defuse it that will take place on Sunday, in Thessaloniki, Greece February 10, 2017. REUTERS/Alexandros Avramidis ORG XMIT: AKO101Neste domingo último, dia 12 de fevereiro, o exército grego concluiu uma operação de vários dias para neutralizar uma bomba remanescente da 2ª Guerra Mundial, na cidade de Tessalônica. Olha a situação: a bomba, com 250 quilos de explosivos, foi descoberta perto de um posto de gasolina, na periferia da cidade. Em torno de 70.000 moradores foram evacuados da cidade durante a operação (inclusive residentes de um campo de refugiados), e já voltaram para casa.



Olha que 'boniteza' de lugar!

domingo, 14 de fevereiro de 2016

A questão dos refugiados - II



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Então... O tempo passou, vieram os compromissos de fim de ano e as férias (bastante corridas, desta vez...) e a segunda parte do post sobre a questão dos refugiados acabou caducando. Aliás, em parte, pois, neste tempo todo, o assunto infelizmente permaneceu atual, pois o mercado de refugiados continua funcionando a mil, gerando lucros na mesma proporção e fazendo vítimas idem. As causas também continuam as mesmas, infelizmente. E, o que é pior, mesmo com bastante otimismo, não dá para vislumbrar perspectiva de melhora na situação, nem a curto nem a médio prazo. A questão é complicada, por envolver religião, fanatismo, dinheiro, poder, etc.
Embora o post de continuação tenha se perdido no tempo, certamente voltaremos a este assunto, algumas vezes ainda...

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A questão dos refugiados - I


              O assunto domina os noticiários. Com razão; deve ser abordado, pois é urgente e envolve (ausência de) direitos humanos. As recentes tragédias envolvendo refugiados/ imigrantes na Europa tem causas diversas e consequências preocupantes.

            Entre as razões estão fome e condições precárias de sobrevivência, em alguns casos; no mais, as fugas são de conflitos internos, perseguições e guerras civis. Aí vem o cerne do problema: sabendo-se que parte significativa destes refugiados provém de países como Síria, Afeganistão, Iraque e Líbia, é impossível não lembrar que todos eles apresentam graves crises políticas decorrentes do vácuo de poder deixado pela derrubada ou, no caso da Síria, enfraquecimento político de seus líderes. Aí vem o paradoxo: estes eram ditadores que mantiveram com mão de ferro o controle sobre seus países. Com seu enfraquecimento ou derrubada, o Estado Islâmico tem encontrado amplo espaço para se expandir.
            A ironia é que a população, amedrontada, tem fugido para países europeus pela proximidade, sem dúvida, mas tais países foram exatamente aqueles que contribuíram para a derrubada de tais ditadores, através da OTAN e da liderança dos EUA. Tudo no melhor estilo "vocês criaram o problema, agora se virem."
            De tudo, várias são as questões a ser levantadas: tais países, de onde saem os refugiados, eram melhores enquanto ditaduras? Será possível ainda sonhar com democracia neles? E que estas fugas cessem? Com o avanço do EI e, principalmente, com o lucro gerado pelo 'comércio da fuga', estimado em torno de US$ 7 bilhões anuais, é difícil imaginar... Finalmente, será possível conjecturar o ponto que atingirá a xenofobia na Europa? Questões de difícil resposta, mas urgentes.

Em tempo: apostaria em algo ligado a esta questão como tema da redação do ENEM deste ano; não custa ficar ligado!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Tudo ok!


A propósito, falando em guerras, na de Secessão, nos EUA (que comentamos AQUI), entre 1861 e 1865, as tropas tinham o costume de, ao retornarem de batalhas, chegando no quartel, informar em um painel na entrada o número de mortes/ baixas no dia. Quando tudo tinha ido bem nos confrontos, escrevia-se "0 kills" (zero mortos), e, com o tempo, apenas "0k", daonde derivou o costume de dizer ok quando tudo está bem!

terça-feira, 29 de julho de 2014

Guerras Mundiais

Dica em cima da hora, mas vale. O History Channel deu início ontem, segunda-feira, a uma série sobre as guerras mundiais. Deixei para comentar somente após assistir, pois o canal anda deixando bastante a desejar. Vi ontem os dois primeiros episódios, das 22:00 às 00:00 e o material é realmente bom, fruto de uma ótima ideia. Foram pegos os principais personagens da Segunda Guerra Mundial e começou-se a contar sua história desde a primeira: Mussolini, Hitler, Stalin, Roosevelt, Churchill, Patton e MacArthur. Riqueza de informações e primor nas reconstituições, além de depoimentos de gente como Colin Powel. Vale MUITO a pena assistir e ficar de olho nas reprises, quem perdeu os episódios de ontem. Hoje (terça-feira) tem a continuação da série, no mesmo horário, e termina amanhã.



E, por falar em guerra, na quinta-feira estreia outra série que promete ser bastante interessante, sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, contada pelo Paralama do Sucesso João Barone, aficcionado há décadas pelo tema. 

Enfim, se é para ver TV, que seja com coisa que preste (o que é cada vez mais raro...).

sábado, 28 de junho de 2014

100 anos esta manhã


Neste sábado Sarajevo lembrou do centenário do atentado que vitimou o arquiduque Franz Ferdinand e sua esposa Sophie, com um concerto da Filarmônica de Viena. O assassinato, para quem não lembra, foi a fagulha que detonou o barril de pólvora europeu, dando início à Grande Guerra (hoje chamada, por razões óbvias, de Primeira Guerra Mundial). Os tiros desferidos pelo estudante servio-bósnio Gavrillo Princip marcaram o desenrolar dos acontecimentos que levaram ao início formal do conflito. Claro, não foram a causa, mas, como foi dito, as fagulhas. O continente europeu já estava dividido pela disputa imperialista e pela formação das alianças militares. As sucessivas declarações de guerra que se seguiram ao atentado envolveram dezenas de países e mais de 70 MILHÕES de soldados, ao longo dos quatro anos em que se arrastou o conflito. Entre os resultados, em torno de 10 milhões de mortos (entre eles muitos civis) e mais de 20 milhões de feridos. Some-se a isso as cifras de 6 milhões de prisioneiros, 6 milhões de órfãos e 10 milhões de refugiados. Para que se entenda a dimensão tais dados, é importante lembrar que a população da época girava em torno de 1,5 bilhão de pessoas, em torno de 20% da atual... Claro, isso tudo para lembrar apenas as consequências humanas...


É significativo que o Tratado de Versalhes, tratado de paz, tenha sido assinado nesta mesma data, cinco anos depois, em 1919!


Veja AQUI um interessante material sobre o conflito!

terça-feira, 30 de abril de 2013

Fim de um capítulo da infâmia

Hitler e Eva no dia do casamento

O dia de hoje marca o fim de um dolorido capítulo na História mundial. Em 30 de abril de 1945 Hitler,  recém casado com Eva Braun, suicidava-se, assim como ela. Escondidos em um bunker em Berlim, sentindo o cheiro das tropas soviéticas, os dois consumaram sua união de anos no dia 29 e, encurralados, suicidaram-se no dia 30, ele com um tiro na cabeça e ela com uma cápsula de cianureto. Chegava ao fim um capítulo terrível na história do século XX. O Terceiro Reich, que Hitler alardeava que duraria mil anos, durou doze. Mas para muitos (judeus, negros, opositores, ...) foi mesmo uma eternidade...

O suicídio pode ser considerado uma antecipação do que lhe aconteceria em seguida, mas também o desejo de evitar a vergonha de uma prisão, de um julgamento por não-arianos (e, portanto, inferiores, dentro de seu arcabouço ideológico), do desmoronamento de seu império de mil anos e de toda suas ideias.

Uma semana mais tarde, a Alemanha se renderia e a Segunda Guerra estaria praticamente acabada, faltando  apenas a rendição japonesa, forçada pela atrocidade das bombas atômicas norteamericanas sobre Hiroshima e Nagasaki.




Sobre este assunto (momentos finais de Hitler), o melhor filme ainda é A queda - as últimas horas de Hitler. Aproveita que amanhã é feriado e pega para assistir! (tem AQUI também!!!)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Guerra Fria animada (e outras guerras também!)

Aí está o vídeo que assistimos (301) hoje em aula. Trata-se de uma interessante animação russa sobre a Guerra Fria. Se olharmos bem, porém, veremos que ela explica a maioria das guerras já ocorridas nos úlitmos milênios: começo, desenrolar e consequências. Então assiste aí e responde:


Que indícios temos de que este vídeo trata da Guerra Fria? Há pelo menos um bem forte, que só e percebido se lembrarmos da geopolítica do período. Vê se percebe, e responde!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Kiss, Auschwitz

Certo, muito já se falou sobre o incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, RS (por mais que se fale, porém, nunca é demais, para que não se esqueça o que a irresponsabilidade e a negligência podem causar). Há um aspecto, contudo, de grande relevância, que a muitos passou despercebido, e que nos faz relacionar o triste episódio a outro, mais especificamente o nazismo. Daí o titulo do post, antes que alguém pense que mando beijos ao famigerado campo de concentração.

O fato é que a queima da espuma do teto da boate fez liberar um gás altamente tóxico, o cianeto. Para quem não sabe, é o mesmo gás usado pelos nazistas nas câmaras de gás dos campos de concetração por matar de forma rápida, já que, além de entupir os pulmões, o gás ainda inibe a ação do oxigênio. Eles (os nazistas) batizaram carinhosamente o gás de Zyklon B (ou Ciclone B). Ok, uma pesquisa rápida é capaz de apontar o Cianureto como o gás dos campos de concetração, o que também aprendi nos meus velhos tempos de faculdade. Como sei muito pouco (na verdade, quase nada) de química (acho que só lembro do diagrama de Linus Pauling, mas nem sei para que serve...), fui atrás da informação precisa a respeito da terminologia dos gases (fica a dica, queridos alunos, sobre como fazer pesquisas!!!). Encontrei aqui, aqui, aqui, aqui e aqui a indicação de que ambos, cianeto e cianureto, são a mesma coisa. Um deles, o da Revista Superinteressante, ainda diz que Cianureto é como era chamado antigamente o Cianeto (ao lado a estrutura dele, pois não dá para colocar neste post imagens da boate ou dos campos de concentração...).

Enfim, vemos aí a perversidade e o absurdo que foi este incêndio da boate Kiss. Palavras dificilmente expressarão o que se passou lá dentro...

Sim, como os amigos perceberam, a História está em tudo, e pode ser relacionada a uma série de eventos, fatos, acontecimentos do mundo atual, mesmo - infelizmente - os mais tristes. Aliás, a História está cheia destes também...

sábado, 7 de julho de 2012

Ainda a 2² Guerra Mundial


Nesta semana que passou, no dia 5, a Dinamarca concluiu a limpeza definitiva do último campo minado remanescente da Segunda Guerra Mundial em seu território. A mina se localizava na Península de Skallingen, no litoral oeste do país. Assim, a Dinamarca torna-se o vigésimo país a se firmar na Convenção de Ottawa, cumprindo as determinações de desarmamento das minas. Segundo o Portal R7, somente na Dinamarca teriam sido instaladas 1,4 milhão de minas durante a Segunda Guerra! Metade delas teria sido retirada entre 1945 e 1947, e a limpeza das restantes terminou somente agora...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Um país em guerra


Guerra da Secessão - EUA: o assunto é controverso. Um dos poucos pontos de consenso é que o principal ponto de discórdia no conflito, que se arrastou de 1861 a 1865, foi a questão da escravidão. Antes do início do conflito, haviam mais escravos nos EUA do que em qualquer outro país,  o valor de todos somados era maior do que todo o capital investido em bancos e indústrias em todos os EUA. Ou seja, o assunto era realmente sério e para muitos justificava uma guerra...

Tratava-se de buscar concretizar os ideais de Abraham Lincoln, de uma nação "concebida em liberdade, baseada na ideia de que todos os homens são criados iguais." De fato, até o final da guerra, 4 milhões de escravos - homens, mulheres e crianças - haviam sido libertos. Mais de 600mil soldados, porém, haviam pago com avida o preço da liberdade negra e em torno de 500mil foram feridos. Para se ter uma ideia do que isso representa, o número de mortos então no conflito correspondia a 2% da população dos EUA. Hoje isto corresponderia a 6 milhões de norte-americanos!


Os resultaados, na prática também chamam a atenção, pela eficácia (ainda mais se compararmos - se é que é possível - o processo de abolição da escravidão no  Brasil - assunto de outro post, mais adiante):

  • em 1865,  a 13ª Emenda à Constituição aboliu oficialmente a escravidão nos EUA
  • em 1868, a 14ª Emenda assegurou os mesmos direitos jurídicos a todos os cidadãos
  • em 1870, a 15ª Emenda reconhecia o direito de voto aos negros

O que se cabe perguntar, perante um processo de abolição da escravidão tão eficiente é se o preconceito racial também acabou no país na mesma velocidade... (aliás, acabou?)

sábado, 24 de março de 2012

Interesses em jogo na Primeira Guerra Mundial

Quase 10 milhões de mortos, e o triplo disso em feridos. Pela primeira vez tantos países se enfrentavam, e com motivações bem diferentes. Era a Grande Guerra - o mundo ainda não sabia que outra, ainda pior e mais devastadora viria em seguida. Quatro anos de sofrimentos, devastações e destruição. O horror batendo às portas de Europa.

No ppt a seguir, veja os principais antecedentes e as principais motivações de alguns dos países participantes do conflito. Querendo ampliar mais os conhecimentos a respeito, clique no marcador "Primeira Guerra Mundial" na coluna à direita, para ler outras postagens sobre o assunto.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O Cerco de Lisboa

O post de hoje é uma ajuda mais específica ao 3° ano, mas é válido para o 1° e 2° também.
Trata-se de uma contextualização do cerco de Lisboa, em 1147. O material foi feito a pedido da Professora Rosângela, e a ideia é que ele ajude a compreender o enredo do livro de José Saramago (História do cerco de Lisboa), leitura obrigatória do vestibular 2012 da UFRGS.
Feliz união (como quase sempre ocorre) entre a Literatura e a História, pois a primeira, como ocorre com as artes em geral, é sempre um reflexo de seu tempo!
Enfim, bom proveito (e boa leitura!)!

domingo, 11 de setembro de 2011

Onze de setembro


Bom, estava preparando com alguma antecedência materiais para postar aqui hoje, mas a enxurrada de matérias sobre os 10 anos do onze de setembro nos últimos dias me desanimaram... Tudo que é canal (até de esportes!) e jornal passando a semana inteira martelando o mesmo assunto não dá. Ao longo do ano passam tantas datas (guerras ou guerras civis na África, com número de mortes infinitamente maior do que no WTC...) que canal ou jornal nenhum aborda, nem faz cronologias, especiais, séries diárias, etc.

Enfim, os tais atentados de 11/09/2001 serão tema CERTO dos vestibulares deste ano. Se acha que ainda não viu o suficiente sobre este tema, acessa os principais portais (BBC, Terra, R7, ...), que irás encontrar muita² coisa sobre o assunto.

Por hoje a dica é então, que assistam ao que de melhor se produziu sobre o assunto: o filme Fahrenheit 11/09, de Michael Moore.
É sempre bom ver um outro lado da questão.
E quando este outro lado é mostrado por alguém do próprio país, então, não tem preço!!!!
Assiste lá e comenta aqui!

domingo, 19 de junho de 2011

Tudo de novo?

Tempos atrás, com este post, debatíamos a questão da continuação da violência e do terror após o assassinato de Bin Laden. Alguns comentários no post apontam para isso, que o assassinato do então número 1 da Al-Qaeda causaria o recrudescimento das ações da rede, que certamente não seria desmantelada.
Pois a Al-Qaeda já divulgou, em um comunicado, que o médico oftalmologista egípcio Ayman al-Zawahiri é oficialmente o novo líder da rede, em substituição a Osama. No mesmo comunicado a organização ainda afirma que dará prosseguimento à chamada "guerra santa" contra os Estados Unidos e Israel.
Zawahiri trabalhou ao lado de Bin Laden por décadas foi o número 2 da Al-Qaeda por vários anos. Está fazendo 60 anos exatamente hoje, domingo. É apontado como um dos mentores das táticas e habilidades organizacionais da rede, bem como de sua formação ideológica. E, para finalizar, adivinha: seu paradeiro é desconhecido!
O que será que vem agora? Uma nova corrida para descobrir seu paradeiro, começando tudo de novo? Ou será que os EUA vão esperar por alguma nova ação da Al-Qaeda (até para dar sustentação à uma nova perseguição)?

terça-feira, 14 de junho de 2011

La mano de Dios?

Identidade é coisa séria. Autoestima também. E ninguém pode acusar os hermanos argentinos de terem baixa autoestima. Por uma série de razões, mas o post de hoje trata do final da Guerra das Malvinas, há exatos 29 anos.

As Ilhas Malvinas compõem-se de duas ilhas maiores e outras menores, localizadas no extremo sul da América do Sul, bem próximo da Argentina. Já no final do século XVII foram motivo de disputa entre Reino Unido, França e Espanha, mas o primeiro ocupa-as desde 1833. Porém, como pelo Tratado de Tordesilhas, tais ilhas localizavam-se na parte espanhola, a Argentina reclama-se herdeira delas.

Pois eis que em 1982 os hermanos resolvem entrar em guerra contra a Inglaterra pela posse das ilhas. Um verdadeiro ato de bravura. Ou perda de noção, segundo algumas opiniões. Em 2 de abril de 1982 começa a guerrra, que acabará sendo resolvida em pouco mais de dois meses: em 14 de junho ocorre a rendição argentina, após vários combates localizados e até a visita do Papa João Paulo II a Buenos Aires para clamar pela paz.

O resultado do conflito:
  • 649 mortos argentinos X 258 britânicos
  • mais de 1000 feridos e de 11.000 prisioneiros argentinos X 777 feridos e 115 prisioneiros britânicos
  • grande lista de perdas materiais
  • claro, com a vitória britânica, as ilhas (que eles chamam de Falklands) continuam sob seu domínio
E o principal - e que justifica o título do post: a imagem do governo argentino, que fica ainda pior.
Clareando: a Argentina passava por uma ditadura militar, presidida, no momento do conflito, pelo General Galtieri. Como é comum nas ditaduras militares latino-americanas de então, procurava-se exacerbar o sentimento nacionalista no povo, dando mais credibilidade/ aceitação/ legitimidade à ditadura. Esperava-se que uma vitória proporcionaria tudo isso, amenizando as crescentes tensões sociais. Como não veio a tão esperada (pelo menos pelos militares) vitória, acirrou-se ainda mais a crise política no país (a situação econômica já era frágil). Eis que a grande cartada, então, transformou-se em uma grande gol contra. Talvez já tenha sido la mano de Dios!!!!

domingo, 10 de abril de 2011

Arte, propaganda, apelo e intimidação - Cartazes de Guerra

Já foi dito por aqui que a História caminha junto (é feita, refeita, estudada e compreendida) com uma infinidade de outras áreas. A arte, então, se presta muito frequente e facilmente à construção e ao estudo de História.
O post de hoje mostra como ela foi utilizada com os fins político e militar, visando a obtenção de apoio (militar, alistamento ou doações para o sustento de guerras).

Este é o primeiro, feito pela Inglaterra em 1915, buscando o apoio e o alistamento em massa da população para a Primeira Guerra Mundial:


Como uma boa ideia sempre é copiada, depois vieram os cartazes italiano


e o tão conhecido norte-americano, do Tio Sam, ambos (italiano e norte-americano) em 1917.

No Brasil ainda foram necessários 17 anos (ou um bom motivo) para a eleaboração deste tipo de cartaz. Os dois modelos foram utilizados como campanha paulista contra o governo central de Vargas, na Revolução Constitucionalista de 1932.















Como podemos ver, não se brinca em serviço. Em todos eles o protagonista está sério (na verdade, sisudo até), apelando para a consciência, o dever moral de todo bom patriota de dar sua parcela de contribuição para o bem do país, ainda que com o sacrifício do patrimônio pessoal ou mesmo da vida. Deveria ser bem difícil olhar para um cartaz desses - que parece falar, apontar diretamente para quem o observa - e ficar passivo, não ir correndo se alistar. Não fazê-lo seria se esconder, seria um ato de covardia, mas sempre haveria aquele indicador intimidatório apontando para o covarde...