Mostrando postagens com marcador Primeira Guerra Mundial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Primeira Guerra Mundial. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de julho de 2014

Guerras Mundiais

Dica em cima da hora, mas vale. O History Channel deu início ontem, segunda-feira, a uma série sobre as guerras mundiais. Deixei para comentar somente após assistir, pois o canal anda deixando bastante a desejar. Vi ontem os dois primeiros episódios, das 22:00 às 00:00 e o material é realmente bom, fruto de uma ótima ideia. Foram pegos os principais personagens da Segunda Guerra Mundial e começou-se a contar sua história desde a primeira: Mussolini, Hitler, Stalin, Roosevelt, Churchill, Patton e MacArthur. Riqueza de informações e primor nas reconstituições, além de depoimentos de gente como Colin Powel. Vale MUITO a pena assistir e ficar de olho nas reprises, quem perdeu os episódios de ontem. Hoje (terça-feira) tem a continuação da série, no mesmo horário, e termina amanhã.



E, por falar em guerra, na quinta-feira estreia outra série que promete ser bastante interessante, sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, contada pelo Paralama do Sucesso João Barone, aficcionado há décadas pelo tema. 

Enfim, se é para ver TV, que seja com coisa que preste (o que é cada vez mais raro...).

sábado, 28 de junho de 2014

100 anos esta manhã


Neste sábado Sarajevo lembrou do centenário do atentado que vitimou o arquiduque Franz Ferdinand e sua esposa Sophie, com um concerto da Filarmônica de Viena. O assassinato, para quem não lembra, foi a fagulha que detonou o barril de pólvora europeu, dando início à Grande Guerra (hoje chamada, por razões óbvias, de Primeira Guerra Mundial). Os tiros desferidos pelo estudante servio-bósnio Gavrillo Princip marcaram o desenrolar dos acontecimentos que levaram ao início formal do conflito. Claro, não foram a causa, mas, como foi dito, as fagulhas. O continente europeu já estava dividido pela disputa imperialista e pela formação das alianças militares. As sucessivas declarações de guerra que se seguiram ao atentado envolveram dezenas de países e mais de 70 MILHÕES de soldados, ao longo dos quatro anos em que se arrastou o conflito. Entre os resultados, em torno de 10 milhões de mortos (entre eles muitos civis) e mais de 20 milhões de feridos. Some-se a isso as cifras de 6 milhões de prisioneiros, 6 milhões de órfãos e 10 milhões de refugiados. Para que se entenda a dimensão tais dados, é importante lembrar que a população da época girava em torno de 1,5 bilhão de pessoas, em torno de 20% da atual... Claro, isso tudo para lembrar apenas as consequências humanas...


É significativo que o Tratado de Versalhes, tratado de paz, tenha sido assinado nesta mesma data, cinco anos depois, em 1919!


Veja AQUI um interessante material sobre o conflito!

sábado, 14 de abril de 2012

100 anos esta noite


Dia 14 de abril, como hoje, mas há cem anos atrás. Neste dia, às 23:40 o absurdamente colossal (ainda mais para a época) Titanic batia em um iceberg e começava a contrariar sua alcunha de "o inafundável". Fruto perfeito de sua época: prosperidade, riqueza, poder, glória e decadência.

Como assim? Vejamos o contexto de sua época.

No início do século XX, época da construção do navio, vivia-se um período de grande euforia e contentamento, causados pela confiança inabalável no progresso humano. Basta vermos algumas das invenções da época: automóveis, aviões, telefone, iluminação elétrica, cinema, elevadores elétricos, estetoscópio, penicilina, anestesia, aspirina, vaso sanitário com descarga, papel higiênico, creme dental, geladeira, fogão a gás, sorvete, cerveja engarrafada, etc, entre tantas e tantas outras invenções. Coisas sem dúvidas banais neste início de século XXI, mas o supra-sumo da modernidade há cem anos atrás. Estão explicadas a prosperidade e a glória.

Quanto à riqueza e ao poder, é bom lembrarmos que eram tempos de corrida imperialista, com as várias potências europeias disputando entre si principalmente o continente africano, como meio de acesso fácil e barato às matérias-primas necessárias a tamanho desenvolvimento indutrial e a mercados consumidores para sua produção em massa. Riqueza e poder, portanto, dos países europeus industrializados, bem entendido, e não da África. Ah, e também dos EUA e do Japão!

Isto já nos conduz à citada decadência: tal disputa entre potências industrializadas está sem dúvida por trás da gênese da Primeira Guerra Mundial, junto com os nacionalismos que se acirravam na Europa.

O Titanic, portanto, se enquadra perfeitamente em sua época, com todas as suas características e peculiaridades.

Como vem se falando muito nele por estes dias (mais ainda neste sábado e domingo), indico aqui alguns materiais interessantes, com dados do megatransatlântico:

Discovery (materiais riquíssimos, vale muito a pena explorar cada link)

Titanic Site (dados técnicos)

sábado, 24 de março de 2012

Interesses em jogo na Primeira Guerra Mundial

Quase 10 milhões de mortos, e o triplo disso em feridos. Pela primeira vez tantos países se enfrentavam, e com motivações bem diferentes. Era a Grande Guerra - o mundo ainda não sabia que outra, ainda pior e mais devastadora viria em seguida. Quatro anos de sofrimentos, devastações e destruição. O horror batendo às portas de Europa.

No ppt a seguir, veja os principais antecedentes e as principais motivações de alguns dos países participantes do conflito. Querendo ampliar mais os conhecimentos a respeito, clique no marcador "Primeira Guerra Mundial" na coluna à direita, para ler outras postagens sobre o assunto.

domingo, 10 de abril de 2011

Arte, propaganda, apelo e intimidação - Cartazes de Guerra

Já foi dito por aqui que a História caminha junto (é feita, refeita, estudada e compreendida) com uma infinidade de outras áreas. A arte, então, se presta muito frequente e facilmente à construção e ao estudo de História.
O post de hoje mostra como ela foi utilizada com os fins político e militar, visando a obtenção de apoio (militar, alistamento ou doações para o sustento de guerras).

Este é o primeiro, feito pela Inglaterra em 1915, buscando o apoio e o alistamento em massa da população para a Primeira Guerra Mundial:


Como uma boa ideia sempre é copiada, depois vieram os cartazes italiano


e o tão conhecido norte-americano, do Tio Sam, ambos (italiano e norte-americano) em 1917.

No Brasil ainda foram necessários 17 anos (ou um bom motivo) para a eleaboração deste tipo de cartaz. Os dois modelos foram utilizados como campanha paulista contra o governo central de Vargas, na Revolução Constitucionalista de 1932.















Como podemos ver, não se brinca em serviço. Em todos eles o protagonista está sério (na verdade, sisudo até), apelando para a consciência, o dever moral de todo bom patriota de dar sua parcela de contribuição para o bem do país, ainda que com o sacrifício do patrimônio pessoal ou mesmo da vida. Deveria ser bem difícil olhar para um cartaz desses - que parece falar, apontar diretamente para quem o observa - e ficar passivo, não ir correndo se alistar. Não fazê-lo seria se esconder, seria um ato de covardia, mas sempre haveria aquele indicador intimidatório apontando para o covarde...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Dia importante

Dia de acontecimentos importantes para a História, o de hoje:
Em 1918 encerrava-se a Primeira Guerra Mundial, com a assinatura do Armistício de Compiègne, na França. Assinaram o armistício os líderes das potências aliadas (vitoriosas) e da grande derrotada, a Alemanha. Encerravam-se as hostilidades no front ocidental de batalha. Meses depois seria assinado o Tratado de Versalhes, impondo severas restrições à Alemanha, responsabilizada pelo conflito. A asssinatura deste tratado geraria revolta em muitos alemães, e mesmo no austríaco Adolf Hitler, que buscaria mais tarde, da maneira que conhecemos, vingar a Alemanha...
Na foto ao lado, o alemão Matthias Erzberger se encaminha, no automóvel com a devida bandeira branca, para Compiègne, para a assinatura do armistício.



Décadas depois, em 1974 (sim, depois de Cristo), nascia este que vos tecla -e tanto vos incomoda em sala de aula...



Finalmente, hoje mesmo (2010), o mais votado deputado federal eleito (1.300.000 votos), Sr. Tiririca, realiza perante a Justiça Eleitoral, seu teste destinado a comprovar se sabe ou não ler e escrever. O exame deverá ser realizado a portas fechadas, em São Paulo, e o juiz eleitoral Aloísio Rezende Silveira deverá definir como será realizado o teste. No mínimo 1.300.000 pessoas aguardam o resultado...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Sobre a Primeira Guerra Mundial

Antes tarde do que nunca: seguem abaixo algumas sugestões de sites sobre a Primeira Guerra, que podem ser úteis ainda para a trimestral de sexta-feira que vem.
Enquanto isso, aguardem a próxima postagem, sobre as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, em memória dos 65 anos das mesmas, nestes dias!
Voltando, aí vão as dicas sobre a Primeira Guerra:

http://www.suapesquisa.com/primeiraguerra/

http://www.brasilescola.com/historiag/primeira-guerra.htm (interessante abrir os links deste site)

http://www.vestigios.hpg.ig.com.br/1guerra.htm

http://www.primeiraguerram.kit.net/

(lembrando: dependendo do navegador que você estiver usando, não dá para clicar nos links, que eles não abrem. Neste caso, basta selecionar cada link e arrastá-lo até a barra de navegação, que o site abrirá direto.)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Outras respostas da Primeira Guerra

De novo para o pessoal dos terceiros:

1. O resultado foi a vitória da Tríplice Entente. Entre as consequências, as perdas humanas (em torno de 9 milhões de mortos e mais de 20 milhões de feridos), as materiais (devastação de boa parte dos países envolvidos), as alterações no mapa e na geografia europeia (como se verá no item 4) e a emergência dos EUA como nova potência econômica/ financeira mundial.

2. O Tratado de Versalhes foi o tratado do pós-primeira guerra mundial, estabelecendo os termos da paz. Como só participaram representantes dos países vencedores do conflito, eles se sentiram à vontade para culpar a Alemanha pelo mesmo e estabelecer duras sanções a ela, como por exemplo:
- pagamento de uma indenização bilionária aos países vencedores
- proibição de o país formar um exército superior a 100.000 soldados
- a Alemanha deveria entregar seus navios de guerra aos países vencedores
- proibição do funcionamento de indústrias metalúrgicas no país
Apesar da rigidez de tais resoluções, a Alemanha não cumpriu a maior parte delas...

3. A Liga das Nações foi também idealizada no Tratado de Versalhes, e se propunha a ser um fórum, uma associação de países com o objetivo principal de promover a paz, evitando novas guerras como a que tinha a recém se encerrado. Como não conseguiu cumprir tal objetivo (exatos 20 anos após sua criação tinha início a 2ª Guerra Mundial), a mesma é extinta, dando lugar, após a 2ªGM à ONU.

4. Várias são as alterações perceptíveis no mapa europeu após a 1ª GM:
- extinção do Império Austro-Húngaro, que se desmembra em vários países, como Áustria, Hungria, Tchecoslováquia e Iugoslávia
- surgimento de vários países no território do Império Russo (leste europeu), como Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia
- o território da Alsácia-Lorena volta à França (havia sido anexado pela Alemanha em 1871)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Primeira Guerra Mundial


Respostas ao pessoal do 3°.

1. A troca de lado por parte da Rússia, antes da 1GM, foi de importância fundamental, para a Entente e para o desenrolar do conflito, pois 'cercou' a potências centrais (Tríplice Aliança). Assim, estas tinham de dividir suas tropas, ocupando dois fronts de batalha opostos.

2. A chamada 'questão marroquina' diz respeito às disputas envolvendo o norte da África, pelas potências europeias. A Convenção de Madri, de 1880, estabeleceu uma 'política de portas abertas' para o Marrocos, conferindo direitos à sua exploração por parte da França, Inglaterra e Alemanha. As pretensões francesas e alemãs, bem como sua rivalidade, decorrente da Guerra Franco-Prussiana de 1870, porém, acabaram intensificando a disputa destes dois países pela região. Em 1904 os franceses reconhecem o direito inglês ao Egito; em troca os ingleses apoiaram a dominação francesa do Marrocos, às custas das pretensões alemãs. Após impasses entre França e Alemanha na região, o sultão marroquino acabou subordinando-se ao domínio francês, que o auxiliava no enfrentamento aos chefes tribais rivais e das rebeliões muçulmanas.

3. Ao desmembramento do Império Turco-Otomano, ao final do século XIX, seguiu-se uma crescente disputa pelos bálcãs. A Rússia defendia o pan-eslavismo, a união e independência das minorias nacionais, seguida da unificação (e fortalecimento) dos povos eslavos. O Império Austro-Húngaro e a Alemanha, porém, ofereceram resistência ao projeto soviético, principalmente com os planos alemães de construir a estrada de ferro Berlim-Bagdá, que lhe daria acesso ao petróleo do Golfo Pérsico. Finalmente, havia ainda o ideal sérvio de criação de uma Grande Sérvia, área de unificação eslava comandada por ela própria. Tal prohjeto, porém, já se viu frustrado quando o Império Austro-Húngaro anexou a Bósnia-Herzegovina, em 1908.

4. Não há consenso na historiografia quanto à periodização da 1GM. Alguns autores falam em duas fases:
1914 - Guerra de Posições ou Guerra de Movimento - período de rápido, constante e incessante deslocamento de tropas principalmente pela Europa, poucos combates.
1915 a 1918 - Guerra de Trincheiras - período das batalhas propriamente ditas, com reveses e êxitos para ambos os lados.

Outros autores, porém, dividem este segundo período em dois momentos:
1915-1917 - Período de avanço da Tríplice Aliança
1917-1918 - Avanço da Tríplice Entente, recuo e derrota da Tríplice Aliança.

Importante, enfim, é notar os momentos do conflito: um início relativamente 'morno', uma fase de expansao das potências centrais (Tríplice Entente) e posterior recuo das mesmas, com o avanço decisivo dos Aliados (Tríplice Entente).

O resto é História!!!!