Mostrando postagens com marcador Revolução Francesa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Revolução Francesa. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Às armas, cidadãos!

Às armas, cidadãos
Formai vossos batalhões
Marchemos, marchemos
Nossa terra do sangue impuro se saciará!
(refrão do hino francês, quer conhecer o resto? Clica aqui!)


Há 221 anos atrás, neste mesmo dia, a Fortaleza da Bastilha (que abrigava prisioneiros políticos) era tomada por revolucionários franceses descontentes com o infame Antigo Regime no país. Tinha início, formalmente, a Revolução Francesa.
O
início da revolução propriamente dita é antecedido por dois anos extremamente tensos, período no qual se forma o ambiente revolucionário. No período que vai de fevereiro de 1787 a junho de 1789 são convocadas algumas assembleias para elaborar, discutir e votar propostas e alternativas para escapar ou amenizar os efeitos da crise econômica que assolava a França. Mas tais assembleias são cercadas de brigas, intrigas, tumultos, não chegando a resultados concretos, e são dissolvidas.
Também nesta época se configura a Revolta Nobiliárquica ou Aristocrática, que abre o caminho ou dá margem a que o Terceiro Estado também se levante em armas. E é o que de fato ocorre: a população se arma e toma de assalto a Fortaleza da Bastilha, símbolo do Antigo Regime francês, dando início à revolução. A cidade de Paris foi fortificada, as pessoas se armaram e foi organizada pela burguesia uma Guarda Nacional, e o mesmo foi ocorrendo ao mesmo tempo em outras províncias da França. Em agosto do mesmo ano é promulgada, com o apoio da nobreza e do clero, temerosos com o movimento, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Tal declaração afirmava os ideais burgueses e se tornou o verdadeiro símbolo da Revolução Francesa, virando também modelo para todos os movimentos liberais posteriores à Revolução Francesa.
As pessoas passavam a ter direitos (imagem ao lado e a declaração aqui). Mais, a oprovar que era possível a união e a luta contra injustiças (não que a França tenha virado um país justo após a revolução, mas ficou um importante aviso e o exemplo!)
Espalhavam-se os ideais de LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE, representados na bandeira do país até hoje.
A Revolução Francesa é uma etapa fundamental do ciclo revolucionário que se iniciou na segunda metade do século XVIII, com a independência dos Estados Unidos da América. Ela propagou os ideais de liberdade e igualdade por toda a Europa; influenciou os movimentos de independência das colônias espanholas e portuguesas na América. Além disso, ela complementa a Revolução Industrial. Às transformações da revolução inglesa, no plano econômico, acrescentam-se as influências ideológicas e políticas do novo regime implantado na França, que assinalou definitivamente o declínio do Absolutismo e dos valores feudais em favor dos ideais burgueses.
Consoolidava-se o que o historiador inglês Eric Hobsbawm chamou de a Era das Revoluções...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Principais grupos presentes na revolução Francesa

(lembrete para os terceiros anos)

Girondinos: políticos do terceiro estado que representavam a alta burguesia
financeira e comercial, cujo principal interesse era a defesa da propriedade privada e da liberdade econômica.


Jacobinos: grupo político também do terceiro estado, representante da pequena burguesia, em cujas fileiras se agrupavam artesãos e pequenos comerciantes.

Sans-cullotes: grupo popular, composto principalmente por trabalhadores da cidade de Paris, que lutava pela ampliação dos benefícios da revolução para as classes pobres.

Partido da Montanha: organização política do período da Convenção, formada praticamente por jacobinos. O nome do partido se deve ao fato de seus membros ocuparem a parte alta da Assembleia.

Partido da Planície: facção formada por membros da alta burguesia financeira que ocupavam a parte baixa da Assembleia.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O pão na França às vésperas da Revolução de 1789

Prenúncio de crise: o preço do pão na França às vésperas da Revolução de 1789.
Primeiro, os dados: o pão era o principal alimento da população francesa por volta do século XVIII. Segundo Véronique Nahoum-Grappe, ele era responsável por 2/3 do consumo diário de calorias das camadas populares francesas na época, e em torno de 50% das calorias para o restante da população.
Ou seja, em ambos os casos, alimento básico, do dia-a-dia. Pois a crise francesa, pela segunda metade do século XVIII já se agravava tanto que chegava a consumir quase toda a renda de um sans-culotte.
Agora, a ilustração: o gráfico abaixo mostra quanto da renda de um sans-culotte era necessário para comprar pão diariamente, em cada época. Acompanhe os dados no gráfico para entender o tamanho da crise francesa, às vésperas da revolução.

O PREÇO DO PÃO E OS SANS-CULOTTE
(% da renda para comprar pão)