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domingo, 18 de março de 2012

Mumificação

Muito se fala em aspectos como a religiosidade egípcia ou a engenhosidade das pirâmides ou ainda da peculiaridade da mumificação. Na verdade, este aspecto reune em si todas as características acima (religiosidade, engenhosidade e e peculiaridade), entre outras ainda.

É este costume que nos mostra os grandes conhecimentos dos egípcios antigos em áreas como a medicina, a anatomia, a química e a farmacologia, por exemplo. Conhecimentos acumulados ao longo do tempo, e cada vez mais aperfeiçoados, sem dúvida.

Para o cumprimento das crenças além-túmulo, os egípcios aproveitaram as propriedades que descobriram do natrão, elemento encontrado em várias regiões do Egito, que possui propriedades conservantes, ideais para preservar o corpo humano (o natrão é rico em carbonato de sódio, bicarbonato de sódio, sal e sulfato de sódio. Sabe o que isso significa? Nem eu, mas pode perguntar à professora de Química!).

Mas de nada adiantava o natrão se não fossem outros conhecimentos e descobertas do sábios egípcios.

Por exemplo, de nada adiantava embeber o corpo em natrão se ele estivesse com os intestinos, nada seguraria a decomposição. Os egípcios então retiravam os intestinos através de uma incisão em um dos lados do corpo, além de remover o cérebro, pelas narinas. Técnicas como estas permitiram, além da conservação dos corpos por milhares de anos, o desenvolvimento de técnicas cirúrgicas pelos egípcios. O ritual completo de mumificação durava 70 dias, e os corpos, muitos e muitos séculos. Algumas múmias encontradas no século XX, com mais de 2.500 anos de idade, possuíam ainda carne, cabelos e unhas!

(o "modelo" da foto que ilustra este post é Ramsés II, cuja múmia foi encontrada em 1881, em ótimo estado de conservação, dentro de seu sarcófago. De lá para cá o contato com ar, os traslados e manuseios para estudos e pesquisas aceleraram sua decomposição mais do que a passagem de mais de 3000 anos...).

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

De novo o Egito - mas desta vez não é para elogiar...

Tirar um ditador do poder é sempre legal. Fazer isso com união do povo, organização e coragem, também. Usar as possibilidades da tecnologia, da informática e das redes sociais para isso, então, nem se fala!
Mas isso que é mostrado no vídeo, definitivamente, não é legal. De maneira alguma.
Sempre tem algum marginal estúpido para manchar uma história bonita...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Ainda o Egito

E deu certo! A era Mubarak no Egito chegou ao fim...
Muitos dados e muita informação sobre os acontecimentos. Aqui tem um bom resumo e uma boa cronologia/ retrospectiva dos acontecimentos.
Mais uma vez, nunca é demais lembrar a importância que tiveram, no desenrolar dos acontecimentos, a tecnologia e as redes sociais. Protestos organizados através do Facebook e do Twitter foram fundamentais em todo o processo vitorioso.
O Brasil é um dos países com o maior número de participantes de redes sociais, mas - infelizmente - parece que o povo ainda não se deu conta do poder que tem nas mãos, no teclado e no mouse. Por aqui redes sociais são usadas apenas para "azaração" e para brincar de fazendinha...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O bonito exemplo que vem do Egito

Lendo até o fim será possível entender o título; jamais estimularia qualquer tipo de violência ou imolação.

Primeiro, vamos aos fatos: como todos devem estar acompanhando (assim espero), o Egito vem sendo sacudido há alguns dias por, chamemos assim, fortes agitações sociais. A reivindicação é a saída de Hosni Mubarak do poder, o qual exerce há 30 anos, de maneira autoritária, personalista e centralizada, com apoio das forças armadas. O regime tem tudo, enfim, para poder ser considerado uma ditadura. Hosni tem 82 anos e parece não cogitar abandonar totalmente o poder. Como ele já vinha enfrentando pressões (Irmandade Muçulmana, Baradei, ...), até havia marcado eleições para o próximo setembro, mas analistas do país e internacionais suspeitam que ele pretende passar o poder para o filho Gamal.
A situação é tão definida, que a maior parte dos países de população muçulmana é contra o regime de Mubarak, assim como o próprio Nobel da paz, Mohamed El-Baradei. Tais fatos são muito fáceis de entender, se analisarmos alguns dados a respeito da situação atual do Egito:
- com mais de 80 milhões de habitantes, é o mais povoado do mundo árabe, mas quase metade de sua população (em torno de 40%) vive com menos de 2 dólares por dia
- a população egípcia dobrou nos últimos 35 anos, mas nenhum indicador econômico teve o mesmo retrospecto...

O fato é que, após o sucesso da chamada Revolução de Jasmim, movimento que derrubou há poucos dias o presidente da vizinha Tunísia, uma parte importante da população egípcia decidiu aproveitar o momento e o exemplo para fazer o mesmo no país, dando início a uma série de protestos, movimentos e manifestações nas ruas das principais cidades do país.
E o que é mais interessante: boa parte dos protestos tem sido convocados pela internet, através do Facebook e do Twitter! O governo, acuado, vem tentando bloquear tais meios, e parece ter conseguido fazê-lo com o Facebook hoje (sexta-feira).
Com tudo isso, dá para entender um pouco do adjetivo no título:
- uma população que vê problemas no seu país, em vez de esperar pelo governo (há trinta anos que não adianta esperar...) começa a lutar por seus direitos, reivindicar melhorias, justiça
- consciência do motivo da luta e das possibilidades, através da informação/ conhecimento do momento histórico atual do país vizinho
- utilização de meios modernos para articular a luta, utilizando a tecnologia e as redes sociais como mecanismos para melhorias políticas/ sociais

Como se vê, o país cujo nome sempre lembra um passado glorioso e imponente de milhares de anos atrás, continua ainda tendo muito a mostrar e a ensinar, PARA QUEM QUISER APRENDER...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

"Nova" tumba no Egito!

Claro, o título é uma ironia. O que é novo é a descoberta, pois a tumba já tem aproximadamente 5.000 anos!


Foi descoberta por arqueólogos nesta segunda-feira a tumba, que fica ao sul da necrópole dos construtores de pirâmides, no Cairo, Egito.
Segundo o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Zahi Hawass, seu desenho incomum a torna diferente de todas as outras já descobertas até hoje. É, também, a primeira encontrada na região.
De acordo com o site da TV FoxNews, acredita-se no Egito que a tumba possa fazer parte de uma grande e desconhecida necrópole em Giza, região onde ficam as três maiores e mais conhecidas pirâmides (Quéfren, Quéops e Miquerinos).
Os arqueólogos afirmam ainda que os desenhos encontrados no local indicam que na tumba possa ter sido sepultado Rudj-ka, o sacerdote que liderou o culto murtuário do faraó Quéfren.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Uma paralisação do trabalho

O trecho a seguir é um relato (talvez o primeiro de que se tenha notícia na história) de uma greve no Egito. O duro trabalho na construção das pirâmides –onde eram enterrados os faraós- gerou alguns movimentos de revolta. Escrito entre 1163 e 1143 a.C. num fragmento liso de pedra, um documento revela a paralisação do trabalho durante a construção de uma necrópole real em Tebas.

“Morremos de fome e faltam ainda dezoito dias para o próximo mês”, afirma um dos operários. “Não retornaremos [ao trabalho]”. Os famintos dirigem-se em multidões para os armazéns [local de estoque de alimentos]. No entanto, não tentam forçar as portas. Um deles fala o seguinte: “Viemos pressionados pela fome, pressionados pela sede, não tendo mais tecidos, não tendo mais óleo, não tendo mais peixe, não tendo mais legumes. Dizei ao faraó nosso senhor, dizei ao rei nosso senhor que nos forneça o meio de viver!”

Como os trabalhadores se recusavam a se dispersar sem receber os alimentos, um escriba-contador fez a entrega, conforme declara um dos grevistas: “mandaram então vir Pe-Montunebiat [o escriba] e deram-nos rações de trigo a cada dia!” (História Geral – Marco A. Villa e Joaci P. Furtado)

segunda-feira, 29 de março de 2010

A morte de Tutancâmon

Estudo coordenado pelo arqueólogo-chefe do Egito, Zahi Hawass, conclui que o faraó Tutancâmon pode ter morrido de malária combinada com uma rara infecção óssea.
Na análise do DNA do faraó, que morreu aos 19 anos de idade, foram encontrados indícios do parasita da malária (o que, se confirmado, seria a prova mais antiga já identificada da doença). Além disso, o estudo sugere ainda que Tutancâmon poderia ter sofrido de uma inflamação rara nos ossos, chamada de Doença de Kohler. Mais: O faraó ainda teria um pé torto congênito e uma curvatura na espinha. Essas descobertas explicariam porque foram encontrados vários cajados e pedaços de madeira entre os pertences de Tutancâmon, que poderiam ter sido usados como bengalas pelo faraó.
Desde que Howard Carter encontrou a tumba intacta do faraó, em 1922, que sua morte prematura já foi motivo de várias especulações. Alguns já atribuíram-na a intrigas de corte e assassinato; outros sugerem atropelamento por charrete; e, finalmente, já se levantou também a hipótese de alguma moléstia genética, já que ele não deixou herdeiros.
A explicação oferecida pelo estudo, porém, sugere que Tutancâmon teria quebrado a perna pouco antes de morrer. Por conta da doença, o osso não teria sido curado de maneira adequada, o que teria provocado uma infecção.
Segundo a hipótese sugerida pela pesquisa, com o corpo já fragilizado e suscetível à infecções, a malária acabou sendo fatal para o faraó. “Uma fratura repentina na perna provavelmente causada por uma queda pode ter resultado em uma condição que pôs a vida dele em risco depois da infecção com a malária”, disse Hawass. “Sementes, frutas e folhas encontradas na tumba, e possivelmente usadas como tratamento médico, apoiam esse diagnóstico”, afirmou.
O professor de antropologia física da Universidade de Liverpool Bob Connolly, porém, lembra que, ainda que o parasita da malária tenha sido identificado, isso não é garantia da causa da morte, podendo o agente parasitário não encontrar-se ativo. Ele defende a tese do atropelamento por charrete, lembrando das costelas quebradas do faraó e da perfuração na cavidade de seu peito.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Descoberta cabeça gigante do Faraó Amenófis III

O Ministério da Cultura egípcio anunciou neste domingo (28/02/2010) a descoberta de uma cabeça gigante do faraó Amenófis III, com cerca de 3.000 anos de idade. A cabeça é de granito vermelho, mede 2,5 metros de altura e foi encontrada no local de seu templo funerário em Luxor.

A peça é a cabeça de uma grande estátua que representava o faraó em pé, com os braços cruzados e com os símbolos reais nas mãos, conforme explicou Hurig Suruzian, chefe da missão arqueológica responsável pela descoberta.

Amenófis III governou entre 1390 e 1352 a.C., e é pai de Akenaton, o "faraó herético", que tentou impor o monoteísmo no Egito, com o culto exclusivo ao deus Aton.