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domingo, 2 de março de 2014

A "primavera árabe" - 3 anos





Agora no período das férias escolares completaram-se três anos do início da chamada "Primavera Árabe". Para relembrar, é um forte e crescente movimento de contestação, sobretudo social e política, iniciado na Tunísia e que depois foi se alastrando por outros países árabes - Omã, Argélia, Egito, Síria, Bahrein, Líbia, Marrocos, Iêmen e Arábia Saudita.

Tudo começou quando Tarek Bin Bouazizi, 27 anos, vendia ilegalmente suas verduras na cidade de Ben Aros (Tunísia) e teve suas mercadorias apreendidas por um fiscal do governo. Na discussão, levou um tapa no rosto de uma funcionária pública e, após tentar reaver suas mercadorias junto à prefeitura e não ter sucesso, deixou uma mensagem no Facebook para sua mãe e ateou fogo a seu corpo. Acabou falecendo no hospital, 19 dias depois. Mesmo a visita do então Presidente, o ditador Zine el-Abidine Ben Ali à família do jovem não foi suficiente para acalmar a revolta da população. Não pelo fato isolado em si, mas pelo contexto econômico (pobreza generalizada) e político (governo ditatorial) tunisiano. As queixas e protestos se espalharam pelo país, derrubando o ditador (ainda naquele mesmo mês de janeiro, após 23 anos no poder), e em seguida foram se alastrando pelos países vizinhos acima citados.

Em seguida as manifestações tomaram o Marrocos, onde foram conseguidos avanços na Constituição do país; no Egito, o ditador Hosni Mubarak foi o segundo a ser retirado do poder, após 18 dias de marchas e manifestações (muitas delas com violentos confrontos entre as tropas do governo e a população) - caía uma das ditaduras mais duradouras da região, já que Mubarak dominava com mão de ferro o Egito há 30 anos. Falando em ditadura duradoura, em fevereiro de 2011 foi a vez da Líbia. Naquele mês estourou uma prolongada guerra civil, que contou até com o apoio da OTAN, Kadhafi, após 42 anos no poder, acabou morto por manifestantes em outubro.


Ainda vieram a Arábia Saudita, com melhorias sociais; o Bahrein, onde pouco (ou nada) mudou; o Iêmen, onde o presidente Ali Abdullah Saleh, que por 33 anos governou o país, deixou o cargo após ser ferido em um atentado; e a Síria. Bom, a Síria é um capítulo à parte, já que o movimento ainda não terminou, pelo contrário: parece longe de um fim, tem um número alto de vítimas e de refugiados e está envolvendo outros países. Por isso mesmo, será aqui um capítulo à parte, voltaremos a falar dela em seguida.

O que interesse é ver a participação popular nos movimentos e buscar subsídios para ver sauas consequências. O que aconteceu depois? A situação (política, econômica, social) dos países envolvidos melhorou? O que o povo conseguiu conquistar de fato? A vida das pessoas comuns, do povo, melhorou? Boas questões para reflexão e para pesquisas...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O Cerco de Lisboa

O post de hoje é uma ajuda mais específica ao 3° ano, mas é válido para o 1° e 2° também.
Trata-se de uma contextualização do cerco de Lisboa, em 1147. O material foi feito a pedido da Professora Rosângela, e a ideia é que ele ajude a compreender o enredo do livro de José Saramago (História do cerco de Lisboa), leitura obrigatória do vestibular 2012 da UFRGS.
Feliz união (como quase sempre ocorre) entre a Literatura e a História, pois a primeira, como ocorre com as artes em geral, é sempre um reflexo de seu tempo!
Enfim, bom proveito (e boa leitura!)!

domingo, 19 de junho de 2011

Tudo de novo?

Tempos atrás, com este post, debatíamos a questão da continuação da violência e do terror após o assassinato de Bin Laden. Alguns comentários no post apontam para isso, que o assassinato do então número 1 da Al-Qaeda causaria o recrudescimento das ações da rede, que certamente não seria desmantelada.
Pois a Al-Qaeda já divulgou, em um comunicado, que o médico oftalmologista egípcio Ayman al-Zawahiri é oficialmente o novo líder da rede, em substituição a Osama. No mesmo comunicado a organização ainda afirma que dará prosseguimento à chamada "guerra santa" contra os Estados Unidos e Israel.
Zawahiri trabalhou ao lado de Bin Laden por décadas foi o número 2 da Al-Qaeda por vários anos. Está fazendo 60 anos exatamente hoje, domingo. É apontado como um dos mentores das táticas e habilidades organizacionais da rede, bem como de sua formação ideológica. E, para finalizar, adivinha: seu paradeiro é desconhecido!
O que será que vem agora? Uma nova corrida para descobrir seu paradeiro, começando tudo de novo? Ou será que os EUA vão esperar por alguma nova ação da Al-Qaeda (até para dar sustentação à uma nova perseguição)?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

De novo o Egito - mas desta vez não é para elogiar...

Tirar um ditador do poder é sempre legal. Fazer isso com união do povo, organização e coragem, também. Usar as possibilidades da tecnologia, da informática e das redes sociais para isso, então, nem se fala!
Mas isso que é mostrado no vídeo, definitivamente, não é legal. De maneira alguma.
Sempre tem algum marginal estúpido para manchar uma história bonita...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Ainda o Egito

E deu certo! A era Mubarak no Egito chegou ao fim...
Muitos dados e muita informação sobre os acontecimentos. Aqui tem um bom resumo e uma boa cronologia/ retrospectiva dos acontecimentos.
Mais uma vez, nunca é demais lembrar a importância que tiveram, no desenrolar dos acontecimentos, a tecnologia e as redes sociais. Protestos organizados através do Facebook e do Twitter foram fundamentais em todo o processo vitorioso.
O Brasil é um dos países com o maior número de participantes de redes sociais, mas - infelizmente - parece que o povo ainda não se deu conta do poder que tem nas mãos, no teclado e no mouse. Por aqui redes sociais são usadas apenas para "azaração" e para brincar de fazendinha...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O bonito exemplo que vem do Egito

Lendo até o fim será possível entender o título; jamais estimularia qualquer tipo de violência ou imolação.

Primeiro, vamos aos fatos: como todos devem estar acompanhando (assim espero), o Egito vem sendo sacudido há alguns dias por, chamemos assim, fortes agitações sociais. A reivindicação é a saída de Hosni Mubarak do poder, o qual exerce há 30 anos, de maneira autoritária, personalista e centralizada, com apoio das forças armadas. O regime tem tudo, enfim, para poder ser considerado uma ditadura. Hosni tem 82 anos e parece não cogitar abandonar totalmente o poder. Como ele já vinha enfrentando pressões (Irmandade Muçulmana, Baradei, ...), até havia marcado eleições para o próximo setembro, mas analistas do país e internacionais suspeitam que ele pretende passar o poder para o filho Gamal.
A situação é tão definida, que a maior parte dos países de população muçulmana é contra o regime de Mubarak, assim como o próprio Nobel da paz, Mohamed El-Baradei. Tais fatos são muito fáceis de entender, se analisarmos alguns dados a respeito da situação atual do Egito:
- com mais de 80 milhões de habitantes, é o mais povoado do mundo árabe, mas quase metade de sua população (em torno de 40%) vive com menos de 2 dólares por dia
- a população egípcia dobrou nos últimos 35 anos, mas nenhum indicador econômico teve o mesmo retrospecto...

O fato é que, após o sucesso da chamada Revolução de Jasmim, movimento que derrubou há poucos dias o presidente da vizinha Tunísia, uma parte importante da população egípcia decidiu aproveitar o momento e o exemplo para fazer o mesmo no país, dando início a uma série de protestos, movimentos e manifestações nas ruas das principais cidades do país.
E o que é mais interessante: boa parte dos protestos tem sido convocados pela internet, através do Facebook e do Twitter! O governo, acuado, vem tentando bloquear tais meios, e parece ter conseguido fazê-lo com o Facebook hoje (sexta-feira).
Com tudo isso, dá para entender um pouco do adjetivo no título:
- uma população que vê problemas no seu país, em vez de esperar pelo governo (há trinta anos que não adianta esperar...) começa a lutar por seus direitos, reivindicar melhorias, justiça
- consciência do motivo da luta e das possibilidades, através da informação/ conhecimento do momento histórico atual do país vizinho
- utilização de meios modernos para articular a luta, utilizando a tecnologia e as redes sociais como mecanismos para melhorias políticas/ sociais

Como se vê, o país cujo nome sempre lembra um passado glorioso e imponente de milhares de anos atrás, continua ainda tendo muito a mostrar e a ensinar, PARA QUEM QUISER APRENDER...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Árabes

(lembrete para o 2° ano)

Falta de tempo para elaborar algo (esta época de final de trimestre não é facil...), então vai um link aí para quem quiser dar uma olhadinha em aspectos básicos da civilização Árabe:

http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.klickeducacao.com.br/Klick_Portal/Enciclopedia/images/Is/5993/2166.jpg&imgrefurl=http://www.klickeducacao.com.br/2006/enciclo/encicloverb/0,5977,POR-5993,00.html&usg=__j4ynj2xliWdcm-vFyqqxfEL47Xw=&h=369&w=450&sz=32&hl=pt-BR&start=1&um=1&itbs=1&tbnid=hkielnNwEfp7VM:&tbnh=104&tbnw=127&prev=/images%3Fq%3Dcor%25C3%25A3o%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dfirefox-a%26rls%3Dorg.mozilla:pt-BR:official%26tbs%3Disch:1