sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Um bom dia para fugir


26 de fevereiro de 2016. Calor desumano em Porto Alegre. Frio na Europa, como sempre nesta época do ano, praticamente metade do inverno. Há 201 anos atrás, porém, o tempo parecia perfeito para uma fuga.
No dia 26 de fevereiro de 1815 Napoleão fugia da pequena ilha de Elba, próxima da costa italiana. Preso na ilha há aproximadamente nove meses, Napoleão ouve rumores de que seria em seguida confinado em uma ilha remota no meio do Atlântico. Consegue então escapar da ilha nesta data, e acaba aportando em Golfe-Juan, na França, dia 28. Ao chegar ao novo governo a notícia de que o Imperador estava voltando, o Rei Luís XVIII foge, facilitando a ascensão do Napo ao trono novamente. 

Se a reconquista do poder foi fácil, sua manutenção, porém, não o seria. A nova fase de Napoleão no poder duraria apenas até junho, quando ocorre a derrota de Napoleão em Waterloo, na Bélgica. Esta fase final de seu governo é conhecida como Governo dos cem Dias. Após a derrota em Waterlooo, Napoleão é enviado diretamente para a retirada ilha de Santa Helena, de onde não mais sairia com vida. Morre seis anos depois, em 1821.
(não sabe onde fica Santa Helena? clica AQUI).

domingo, 14 de fevereiro de 2016

A questão dos refugiados - II



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Então... O tempo passou, vieram os compromissos de fim de ano e as férias (bastante corridas, desta vez...) e a segunda parte do post sobre a questão dos refugiados acabou caducando. Aliás, em parte, pois, neste tempo todo, o assunto infelizmente permaneceu atual, pois o mercado de refugiados continua funcionando a mil, gerando lucros na mesma proporção e fazendo vítimas idem. As causas também continuam as mesmas, infelizmente. E, o que é pior, mesmo com bastante otimismo, não dá para vislumbrar perspectiva de melhora na situação, nem a curto nem a médio prazo. A questão é complicada, por envolver religião, fanatismo, dinheiro, poder, etc.
Embora o post de continuação tenha se perdido no tempo, certamente voltaremos a este assunto, algumas vezes ainda...

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A questão dos refugiados - I


              O assunto domina os noticiários. Com razão; deve ser abordado, pois é urgente e envolve (ausência de) direitos humanos. As recentes tragédias envolvendo refugiados/ imigrantes na Europa tem causas diversas e consequências preocupantes.

            Entre as razões estão fome e condições precárias de sobrevivência, em alguns casos; no mais, as fugas são de conflitos internos, perseguições e guerras civis. Aí vem o cerne do problema: sabendo-se que parte significativa destes refugiados provém de países como Síria, Afeganistão, Iraque e Líbia, é impossível não lembrar que todos eles apresentam graves crises políticas decorrentes do vácuo de poder deixado pela derrubada ou, no caso da Síria, enfraquecimento político de seus líderes. Aí vem o paradoxo: estes eram ditadores que mantiveram com mão de ferro o controle sobre seus países. Com seu enfraquecimento ou derrubada, o Estado Islâmico tem encontrado amplo espaço para se expandir.
            A ironia é que a população, amedrontada, tem fugido para países europeus pela proximidade, sem dúvida, mas tais países foram exatamente aqueles que contribuíram para a derrubada de tais ditadores, através da OTAN e da liderança dos EUA. Tudo no melhor estilo "vocês criaram o problema, agora se virem."
            De tudo, várias são as questões a ser levantadas: tais países, de onde saem os refugiados, eram melhores enquanto ditaduras? Será possível ainda sonhar com democracia neles? E que estas fugas cessem? Com o avanço do EI e, principalmente, com o lucro gerado pelo 'comércio da fuga', estimado em torno de US$ 7 bilhões anuais, é difícil imaginar... Finalmente, será possível conjecturar o ponto que atingirá a xenofobia na Europa? Questões de difícil resposta, mas urgentes.

Em tempo: apostaria em algo ligado a esta questão como tema da redação do ENEM deste ano; não custa ficar ligado!

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Alectrion e o "Galovéio"!!


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Pois conta-se que o jovem Alectrion era servo do deus Ares, e recebeu uma grande tarefa: ser o guardião dos encontros deste com sua amante Afrodite. Seu papel era vigiar o sono dos dois e acordá-los antes do amanhecer, parar não serem pegos. Certo dia, ele não resistiu ao cansaço e adormeceu também. Os dois amantes então foram surpreendidos pelo Sol. Apolo, o deus solar foi então correndo contar a traição a Hefesto, que planejou um castigo à altura da traição. Habilidoso artesão, fez uma armadilha, uma rede finíssima ao ponto de não ser vista, mas forte o suficiente para não ser rompida. Deixou-a onde os dois amantes costumavam se encontrar.


Pois bem, quando Ares e Afrodite deitaram-se, ficaram presos, nus, Hefesto chamou todos os deuses para que testemunhassem a traição. Quando Hefesto os libertou da rede, Afrodite fugiu para Pafos e Ares para a Trácia. Antes de fugir, porém, Ares castigou o responsável por ele e sua amante terem sido descobertos: Alectrion foi transformado em galo, animal que foi consagrado ao deus da guerra. E até hoje seus descendentes cantam antes de o Sol nascer, assumindo a tarefa que ele não cumpriu
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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Algumas verdades que devem ser ditas!

Peguei a frase emprestado do colega http://historiapensante.blogspot.com.br/2015/06/um-pouco-de-reflexao-historica.html . Ou melhor, a imagem, pois a frase pegamos emprestada do Huxley! Bonita direta e provocativa/ inspiradora!


O que explica por que ela é tão apaixonante!

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Novidades na pré-história!

Claro, ainda sujeito a confirmação, mas é sempre bom ver o conhecimento sobre determinado período avançando; toda efervescência científica é sempre bem vinda!
Pois olha só a descoberta, talvez a Lucy não seja nossa matriarca!!!! Clica na foto da Lucy para ver do que se trata! Boa leitura e boa pulga atrás da orelha para todos!!!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Tudo ok!


A propósito, falando em guerras, na de Secessão, nos EUA (que comentamos AQUI), entre 1861 e 1865, as tropas tinham o costume de, ao retornarem de batalhas, chegando no quartel, informar em um painel na entrada o número de mortes/ baixas no dia. Quando tudo tinha ido bem nos confrontos, escrevia-se "0 kills" (zero mortos), e, com o tempo, apenas "0k", daonde derivou o costume de dizer ok quando tudo está bem!

terça-feira, 29 de julho de 2014

Guerras Mundiais

Dica em cima da hora, mas vale. O History Channel deu início ontem, segunda-feira, a uma série sobre as guerras mundiais. Deixei para comentar somente após assistir, pois o canal anda deixando bastante a desejar. Vi ontem os dois primeiros episódios, das 22:00 às 00:00 e o material é realmente bom, fruto de uma ótima ideia. Foram pegos os principais personagens da Segunda Guerra Mundial e começou-se a contar sua história desde a primeira: Mussolini, Hitler, Stalin, Roosevelt, Churchill, Patton e MacArthur. Riqueza de informações e primor nas reconstituições, além de depoimentos de gente como Colin Powel. Vale MUITO a pena assistir e ficar de olho nas reprises, quem perdeu os episódios de ontem. Hoje (terça-feira) tem a continuação da série, no mesmo horário, e termina amanhã.



E, por falar em guerra, na quinta-feira estreia outra série que promete ser bastante interessante, sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, contada pelo Paralama do Sucesso João Barone, aficcionado há décadas pelo tema. 

Enfim, se é para ver TV, que seja com coisa que preste (o que é cada vez mais raro...).

sábado, 28 de junho de 2014

100 anos esta manhã


Neste sábado Sarajevo lembrou do centenário do atentado que vitimou o arquiduque Franz Ferdinand e sua esposa Sophie, com um concerto da Filarmônica de Viena. O assassinato, para quem não lembra, foi a fagulha que detonou o barril de pólvora europeu, dando início à Grande Guerra (hoje chamada, por razões óbvias, de Primeira Guerra Mundial). Os tiros desferidos pelo estudante servio-bósnio Gavrillo Princip marcaram o desenrolar dos acontecimentos que levaram ao início formal do conflito. Claro, não foram a causa, mas, como foi dito, as fagulhas. O continente europeu já estava dividido pela disputa imperialista e pela formação das alianças militares. As sucessivas declarações de guerra que se seguiram ao atentado envolveram dezenas de países e mais de 70 MILHÕES de soldados, ao longo dos quatro anos em que se arrastou o conflito. Entre os resultados, em torno de 10 milhões de mortos (entre eles muitos civis) e mais de 20 milhões de feridos. Some-se a isso as cifras de 6 milhões de prisioneiros, 6 milhões de órfãos e 10 milhões de refugiados. Para que se entenda a dimensão tais dados, é importante lembrar que a população da época girava em torno de 1,5 bilhão de pessoas, em torno de 20% da atual... Claro, isso tudo para lembrar apenas as consequências humanas...


É significativo que o Tratado de Versalhes, tratado de paz, tenha sido assinado nesta mesma data, cinco anos depois, em 1919!


Veja AQUI um interessante material sobre o conflito!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

A Segunda Guerra Mundial no Face

Não é minha autoria, infelizmente. Se fosse, tiraria uns palavrões, é verdade... Mas isso não tira o mérito deste EXCELENTE material para acompanhar o desenrolar da Segunda Guerra Mundial, de antes do início do conflito até um pouco depois.
Clica NESTE LINK, te diverte e aprende (sinônimos?)!!!!!


Não achei a autoria, embora haja um link no cogumelo louco. Se alguém descobrir, por favor coloque nos comentários, pois é preciso dar o crédito.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Arte - sem moderação!

BAITA dica. E nem vou dizer que é para quem gosta de arte. Primeiro porque não acredito que haja alguém que não goste. Segundo porque até para é pouco entusiasmado com o assunto (como pode?) vai curtir. Terceiro, porque Arte e História andam SEMPRE de mãos dadas. A arte nada mais é do que uma representação de seu tempo/ contexto.

Seguinte: o portal Universia está colocando a cada dia uma obra de arte para apreciação. E o melhor, com todas as características da obra, período e contexto. De maneira clara, compreensível e didática. Grande iniciativa, arte e cultura NUNCA são demais (no Brasil então...)

Clica AQUI, abre e faz como eu: adiciona à tua barra de favoritos para lembrar de abrir todos os dias. 


O projeto começou há pouco mais de um mês, então dá para ver também, além da obra do dia todas as outras desde o início. Já teve Frida, Van Gogh, Bosch, Degas, Matisse, Saja, Delacroix, Renoir, etc. Cultura por todos os poros!

domingo, 2 de março de 2014

A "primavera árabe" - 3 anos





Agora no período das férias escolares completaram-se três anos do início da chamada "Primavera Árabe". Para relembrar, é um forte e crescente movimento de contestação, sobretudo social e política, iniciado na Tunísia e que depois foi se alastrando por outros países árabes - Omã, Argélia, Egito, Síria, Bahrein, Líbia, Marrocos, Iêmen e Arábia Saudita.

Tudo começou quando Tarek Bin Bouazizi, 27 anos, vendia ilegalmente suas verduras na cidade de Ben Aros (Tunísia) e teve suas mercadorias apreendidas por um fiscal do governo. Na discussão, levou um tapa no rosto de uma funcionária pública e, após tentar reaver suas mercadorias junto à prefeitura e não ter sucesso, deixou uma mensagem no Facebook para sua mãe e ateou fogo a seu corpo. Acabou falecendo no hospital, 19 dias depois. Mesmo a visita do então Presidente, o ditador Zine el-Abidine Ben Ali à família do jovem não foi suficiente para acalmar a revolta da população. Não pelo fato isolado em si, mas pelo contexto econômico (pobreza generalizada) e político (governo ditatorial) tunisiano. As queixas e protestos se espalharam pelo país, derrubando o ditador (ainda naquele mesmo mês de janeiro, após 23 anos no poder), e em seguida foram se alastrando pelos países vizinhos acima citados.

Em seguida as manifestações tomaram o Marrocos, onde foram conseguidos avanços na Constituição do país; no Egito, o ditador Hosni Mubarak foi o segundo a ser retirado do poder, após 18 dias de marchas e manifestações (muitas delas com violentos confrontos entre as tropas do governo e a população) - caía uma das ditaduras mais duradouras da região, já que Mubarak dominava com mão de ferro o Egito há 30 anos. Falando em ditadura duradoura, em fevereiro de 2011 foi a vez da Líbia. Naquele mês estourou uma prolongada guerra civil, que contou até com o apoio da OTAN, Kadhafi, após 42 anos no poder, acabou morto por manifestantes em outubro.


Ainda vieram a Arábia Saudita, com melhorias sociais; o Bahrein, onde pouco (ou nada) mudou; o Iêmen, onde o presidente Ali Abdullah Saleh, que por 33 anos governou o país, deixou o cargo após ser ferido em um atentado; e a Síria. Bom, a Síria é um capítulo à parte, já que o movimento ainda não terminou, pelo contrário: parece longe de um fim, tem um número alto de vítimas e de refugiados e está envolvendo outros países. Por isso mesmo, será aqui um capítulo à parte, voltaremos a falar dela em seguida.

O que interesse é ver a participação popular nos movimentos e buscar subsídios para ver sauas consequências. O que aconteceu depois? A situação (política, econômica, social) dos países envolvidos melhorou? O que o povo conseguiu conquistar de fato? A vida das pessoas comuns, do povo, melhorou? Boas questões para reflexão e para pesquisas...