
Nascida em janeiro de 1412, de família de pobres camponeses, viveu apenas 19 anos, mas sua imagem e suas ações permanecem vivas no imaginário francês, na historiografia e no cinema.
Já na adolescência afirmava ouvir vozes pedindo-lhe que ajudasse a libertar a França. Eram tempos da Guerra dos Cem Anos (1337-1453), entre seu país e a Inglaterra, que ocupava parte da França, e a jovem e analfabeta camponesa partiu para a guerra, chegando a liderar tropas com mais de 4.000 homens. Por onde passou, inflou o espírito patriótico e guerreiro de seus conterrâneos.
Em 1429 esteve presente ou comandou diversas vitórias

Depois desse momento inicia-se a queda da heroína, que será ferida em combate em setembro do mesmo ano (1429) e capturada meses depois, já em maio de 1430, pelo Duque de Luxemburgo, e entregue de presente aos ingleses. É mantida em cativeiro e julgada em um processo que se arrasta e cujo resultado era previsível.
Em 30 de maio de 1431, enfim, às nove da manhã, é queimada em praça pública.
Quase 500 anos depois, no mesmo mês de maio, mas já em 1920, torna-se Santa, canonizada pelo Papa Bento XV, sendo dedicado a ela o dia de sua morte, 30 de maio.