Primeiro, vamos aos fatos: como todos devem estar acompanhando (assim espero)

A situação é tão definida, que a maior parte dos países de população muçulmana é contra o regime de Mubarak, assim como o próprio Nobel da paz, Mohamed El-Baradei. Tais fatos são muito fáceis de entender, se analisarmos alguns dados a respeito da situação atual do Egito:
- com mais de 80 milhões de habitantes, é o mais povoado do mundo árabe, mas quase metade de sua população (em torno de 40%) vive com menos de 2 dólares por dia
- a população egípcia dobrou nos últimos 35 anos, mas nenhum indicador econômico teve o mesmo retrospecto...
O fato é que, após o sucesso da chamada Revolução de Jasmim, movimento que derrubou há poucos dias o presidente da vizinha Tunísia, uma parte importante da população egípcia decidiu aproveitar o momento e o exemplo para fazer o mesmo no país, dando início a uma série de protestos, movimentos e manifestações nas ruas das principais cidades do país.
E o que é mais interessante: boa parte dos protestos tem sido convocados pela internet, através do Facebook e do Twitter! O governo, acuado, vem tentando bloquear tais meios, e parece ter conseguido fazê-lo com o Facebook hoje (sexta-feira).

- uma população que vê problemas no seu país, em vez de esperar pelo governo (há trinta anos que não adianta esperar...) começa a lutar por seus direitos, reivindicar melhorias, justiça
- consciência do motivo da luta e das possibilidades, através da informação/ conhecimento do momento histórico atual do país vizinho
- utilização de meios modernos para articular a luta, utilizando a tecnologia e as redes sociais como mecanismos para melhorias políticas/ sociais
Como se vê, o país cujo nome sempre lembra um passado glorioso e imponente de milhares de anos atrás, continua ainda tendo muito a mostrar e a ensinar, PARA QUEM QUISER APRENDER...